Reino Unido: aumenta o cibercrime relacionado com Covid-19” width=

Autoridades britânicas detetam um aumento no número de casos em que nações inimigas ou gangues organizados usaram o novo coronavírus como tema para atacar instituições de saúde ou de investigação científica.

cibercrime, Covid-19

Centro de Cibersegurança Nacional do Reino Unido anunciou ter lidado com 194 incidentes relacionados com a Covid-19 e que envolviam nações e gangues. Rússia e China aparecem na lista das nações que atacam a investigação de vacinas recorrendo a ciberameaças, enquanto os gangues organizados tentam tirar partido do sistema nacional de saúde do Reino Unido (NHS).

Ataques de spear phishing, onde se tenta iludir a vítima e levá-la a clicar em conteúdos verosímeis, para se conseguir roubar informação foram o método mais usado. No caso dos gangues, muitas vezes fizeram passar-se por fornecedores de equipamento de proteção pessoal e tentaram fazer com que o departamento de compras do NHS pagasse em dinheiro a uma empresa que não existe.

As autoridades criaram um serviço onde pedem que sejam denunciados os endereços de email e sites suspeitos e receberam 2,3 milhões de emails, o que resultou no desligar de 22 mil páginas online, noticia o The Guardian.

Até dia 31 de agosto, o centro de cibersegurança já tinha tratado de 723 incidentes, o máximo alguma vez registado desde 2016, ano da sua fundação. Registaram-se 1200 vítimas resultantes destes ataques, o que corresponde a um aumento de 30%. Também os ataques de ransomware aumentaram nos últimos tempos, tendo sido detetada uma variante nas táticas empregues pelos cibercriminosos, que não só encriptam a informação, como também a copiam antes e ameaçam divulgá-la publicamente.

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(2020) Reino Unido: aumenta o cibercrime relacionado com Covid-19. Recuperado a 12 de Novembro de 2020 em https://visao.sapo.pt/exameinformatica/noticias-ei/mercados/2020-11-04-reino-unido-aumenta-o-cibercrime-relacionado-com-covid-19/