Publicado por i9Magazine a 19 Novembro de 2016

Uma em cada três pequenas e médias empresas (PME) portuguesas não vê o cibercrime como uma ameaça, de acordo com o “Estudo Zurich PME: Riscos e Oportunidades” promovido em oito países.

Quando questionados sobre de que forma os cibercriminosos poderiam afetar o seu negócio, 18,5% dos portugueses confessa que não tinha pensado no cibercrime como uma ameaça e 16% acredita que a empresa é demasiado insignificante para os cibercriminosos.

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Portugal, entre os países europeus estudados, é o que revela menor preocupação com este tema. Analisando isoladamente as respostas, conclui-se, no entanto, que 20% dos empresários espanhóis considera que a empresa é demasiado insignificante para os cibercriminosos, ou seja, mais 3,5% do que os portugueses.

“Os empresários nacionais ainda revelam pouca atenção à transformação digital que as empresas e a vida em sociedade estão a viver”, sublinha Artur Lucas, Diretor de Marketing e Comunicação da Zurich Portugal. “Deve encarar-se o Web Summit como um incentivo para estarmos todos cada vez mais atentos às oportunidades e, em simultâneo, às ameaças que este fenómeno implica”.

O roubo de dinheiro, os danos da reputação e o roubo de dados de clientes surgem como as principais preocupações dos empresários nacionais, quando questionados sobre de que forma o cibercrime pode afetar o negócio.

A principal preocupação dos empresários de sete dos oito países inquiridos é o roubo de dados de clientes, sendo a Irlanda (41%) e a Espanha (33%) os países onde essa preocupação é mais evidente. A exceção a este panorama geral é Portugal, cuja principal resposta foi “não tinha pensado no cibercrime como uma ameaça ao negócio”.

Os empresários nacionais revelam ainda alguma preocupação com a utilização maliciosa da identidade e roubo da propriedade intelectual. Menos de 10% dos inquiridos revelam ter proteção atualizada e funcional em termos digitais e confessam não ter os dados dos negócios armazenados digitalmente.

O estudo Zurich PME: Riscos e Oportunidades foi conduzido pela GFK junto de PME em oito países – Portugal, Áustria, Alemanha, Irlanda, Itália, Espanha, Suíça e Turquia. Em Portugal foram ouvidas 200 empresas, através da realização de entrevistas telefónicas a CEO, Diretores Gerais, Diretores Financeiros e Diretores de Operações.

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(2016). PME portuguesas não se sentem ameaçadas pelo cibercrime. i9Magazine. Recuperado em 21 Novembro, 2016, de http://portal.i9magazine.pt/pme-portuguesas-nao-sentem-ameacadas-pelo-cibercrime/