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Banco Central da Ucrânia alertou para ataque contra bancos, empresas e distribuidora de eletricidade. Ataque já chegou a Espanha. Será uma nova versão do software malicioso WannaCry, chamada Petya.

Vários bancos e empresas ucranianas, incluindo a distribuidora nacional de eletricidade, estão a ser alvo, esta terça-feira, de um ataque informático de larga escala, informou o Banco Central da Ucrânia. Trata-se de um software malicioso que está a infetar os sistemas informáticos em várias empresas da Ucrânia mas também do resto do mundo, perturbando inclusive as comunicações do Governo de Kiev e registando perturbações no aeroporto da capital ucraniana. O ataque chegou à cadeia de alimentação espanhola Mondelez e ao grupo de agências de comunicação britânico WP, assim como à gigante petrolífera russa Rosneft.

[Sabe-se] que foi ordenado aos colaboradores de algumas das agências portuguesas do grupo de comunicação WPP para desligarem os computadores e os dados móveis dos smartphones.

Um conselheiro do Ministério do Interior ucraniano, Anton Gerashchenko, disse entretanto que se trata de uma nova versão do software malicioso WannaCry, a que está a ser dado o nome “Petya“. O conselheiro do Governo ucraniano afirma que se trata do ciberataque mais grave da história da Ucrânia. (..)

O ataque parece ter começado na Ucrânia, sendo que já se alastrou a outros países europeus. Segundo a Reuters há registo de ataques contra empresas como a petrolífera Rosneft (na Rússia), a Maersk (na Dinamarca), a WPP (no Reino Unido) e contra o porto de Roterdão (Holanda). A empresa de alimentação espanhola Mondelez, e a empresa de advogados DLA Piper, também de Espanha, estão igualmente a registar problemas informáticos.

O grupo de agências de comunicação britânico WPP já confirmou no Twitter que foi afetado neste novo ataque informático. Contactada pelo Observador, fonte do grupo em Portugal não quis tecer comentários, referindo apenas que toda a equipa se encontrava em reunião. Também a Microsoft Portugal se recusou a prestar declarações, por enquanto.

Apesar de o grupo WPP em Portugal não ter confirmado que estava a ser alvo do mesmo ataque, o Observador sabe que foi ordenado aos colaboradores de algumas das agências do grupo para desligarem os computadores e os dados móveis dos smartphones – isto depois de terem aparecido, nos ecrãs de vários computadores, mensagens que anunciavam que os ficheiros dos computadores estavam a ser encriptados, tal como aconteceu com o WannaCry.

No Twitter, a gigante petrolífera russa Rosneft deu conta do ataque de que estava a ser alvo e alertou para as “consequências séries” que poderiam advir. Para descansar os clientes, no entanto, informou que a companhia não travou a produção nem a distribuição, tendo transferido tudo para um sistema de processamento de produção de reserva.

O Governo ucraniano também está a registar falhas no sistema, com o primeiro-ministro ucraniano, Rozenko Pavlo, a partilhar no Twitter uma imagem do seu ecrã de computador.

Petya. Novo vírus informático está a atacar vários países

Também a transportadora Maersk está a registar perturbações. Segundo o The Guardian, há 17 contentores de uma subsidiária da Maersk que estão em vários terminais do mundo que foram afetados pelo vírus.

Bancos na Ucrânia com perturbações

“Como resultado do ataque informático os bancos estão a ter dificuldades com os serviços de apoio aos clientes e com as operações bancárias”, lê-se no comunicado do Banco Central Ucraniano, citado pelo New York Times, o primeiro comunicado divulgado no âmbito do ataque desta terça-feira.

Ainda assim, o banco central ucraniano mostrou-se desde o início “confiante” de que o sistema contra fraude cibernética seja suficiente. “O banco central está confiante de que as infraestruturas de defesa bancária contra a fraude cibernética estejam devidamente acauteladas e que os ataques informáticos nos sistemas IT dos bancos sejam neutralizados”, continua a ler-se no comunicado.

Segundo o New York Times, um dos maiores bancos estatais ucranianos, o Oschadbank, confirmou que os seus serviços estão a ser afetados por um “ataque de pirataria”, mas garantiu que os dados dos clientes estão salvaguardados. Também o distribuidor estatal de eletricidade, Ukrenergo, confirma o ataque nos sistema,s mas avança que as perturbações não estão a ter impacto no fornecimento de energia elétrica.

A Ucrânia tem culpado a Rússia pelos últimos ataques informáticos, incluindo um em 2015 que deixou o ocidente ucraniano temporariamente sem eletricidade. Certo é que os especialistas em segurança cibernética consideram a Rússia uma das mais avançadas potências no domínio dos poderes cibernéticos, a par dos EUA, China, França e Inglaterra.

Quando, em maio, o vírus WannaCry se espalhou em mais de 150 países e atacou várias empresas, surgiram informações de que uma segunda versão melhorada do mesmo ransomware pudesse estar a desenhada.

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Dinis, Rita (2017). Petya. Novo vírus informático está a atacar vários países. Recuperado a 27 de Junho de 2017 de http://observador.pt/2017/06/27/ucrania-ataque-informatico-atinge-bancos-e-eletrica-estatal/