Linha de força da formação na Behaviour

Do ponto de vista da sua actuação, no âmbito da sua missão de formação, o modelo da Behaviour assume-se baseado numa linha de força: a aprendizagem direccionada para a experiência do formando.

Esta linha de força norteia a organização da formação, o papel do formando e do formador, conseguindo obter uma avaliação final positiva no que respeita a competências adquiridas e com resultados práticos na vida real.

A aprendizagem direccionada para a experiência do formando

Sendo apresentado um modelo instrucional centrado no conteúdo, os cursos são estruturados com base em programas oficiais e numa abordagem instrucionista, onde o formador planeia a forma como pode provocar mudanças, que conduzam à aquisição de competências e potenciam o impacto da formação em contexto real. O formando, enquanto indivíduo activo, constrói o seu conhecimento, empenhando-se e comprometendo-se com o seu processo de aprendizagem, de forma independente e colaborativa.

As diversas situações de ensino são delineadas de acordo com os programas oficiais facultados pelos parceiros de negócio, mas planeados em função da forma como o adultos aprendem e, ao longo de um percurso de aprendizagem que deverá conduzir à aquisição e ao desenvolvimento de competências transversais necessárias à vivência na sociedade e no conhecimento, bem como à aquisição de competências específicas dentro da área de saber escolhida pelo formando.

Consideramos que a experiência é a fonte mais rica para a aprendizagem de adultos, na medida em que no confronto com a ausência de conhecimentos necessários para o desempenho de uma determinada função ou tarefa, o adulto se conscientiza das suas necessidades e interesses.  Os nossos formandos são motivados a aprender pela necessidade de empreender em contexto real de trabalho e pela satisfação pessoal que a aquisição da aprendizagem adquire na sua vida profissional.

Sabemos que:

  • os adultos só se envolvem num projecto de formação se lhe reconhecerem pertinência para o seu projecto de vida profissional ou pessoal, necessidade de conhecer.
  • os adultos sentem necessidade que lhe sejam reconhecidas atitudes e comportamentos de autodirectividade, enquanto indivíduos responsáveis pelas suas decisões e pela sua vida, autoconceito.
  • para o adulto as suas experiências de vida são a base da sua aprendizagem e por isso devem ser implementadas práticas, em contexto de formação, que possibilitem a partilha de experiências, função da experiência em contexto formativo.
  • o adulto está disposto a aprender quando a ocasião impõe algum tipo de conhecimento a que é necessário recorrer em contextos reais do seu dia-a-dia, prontidão para aprender.
  • o adulto envolve-se num projecto formativo se este o tornar mais competente no desempenho das suas tarefas e/ou se através deste lhe forem reconhecidas essas competências pelos seus superiores ou pares, orientação para a aprendizagem.
  • os adultos são motivados a aprender por valores intrínsecos, como o desejo de aumentar a sua auto-estima, a satisfação no trabalho e a qualidade de vida, motivação.


Do formando espera-se que assuma a responsabilidade pelo seu processo de aprendizagem, onde o formador orienta o formando de acordo com a estrutura definida, através de um trabalho individual e colaborativo, favorecendo desta forma o desenvolvimento de estratégias metacognitivas, através de um processo de auto-avaliação, e o desenvolvimento de competências sociais que favorecem a reflexão e o pensamento flexível.

Neste sentido, a estrutura dos cursos e a forma como vão ser planeados têm sempre presente a forma como os adultos aprendem e as motivações intrínsecas e extrínsecas que favorecem a aprendizagem de adultos.

É nosso objectivo proporcionar o ambiente de aprendizagem que conduza a aquisição de competências, à luz do modelo pedagógico instituído e de acordo com objectivos de cada formação, promovendo a interacção, a participação e a valorização de experiências que contribuam para aprendizagens significativas e para a certificação e reconhecimento internacional, mas acima de tudo para o desenvolvimento do sentido crítico e da autonomia, enquanto adulto envolvido num projecto de aprendizagem contínuo, seja ele de forma formal, não-formal ou informal ao longo da sua vida.